Posterous theme by Cory Watilo

Maldito Chico

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(tirando a poeira) – Hoje vim pro trabalho ouvindo Chico Buarque. É um problema ouvir Chico vindo pro trabalho. É um problema ouvir Chico, ponto. Não pela música, óbvio. É que n ouvir Chico ao se dirigir a algo mundano trás uma depressão abissal porque ele te joga na cara o quão simplória é a sua vida justamente por cantar as mesmas coisas mundanas pelas quais você passa todos os dias de uma maneira tão mais poética. Cheguei ao trabalho e ainda tocava Chico. Estacionei o carro e pensei se a vida era realmente isso.

 

Abri a porta e sai do carro antes de chegar à conclusão alguma. Já eram quase oito e tinha que passar o ponto.

 

Queria gostar desses sertanejo...

Em defesa dos baderneiros da USP

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Novo protesto na USP, e lá vemos novamente as mesmas manifestações dos bons cientistas da universidade e dos homens de bem de nação, criticando os baderneiros que não querem estudar e atrapalham o bom andamento da ciência tupiniquim.

  Afinal, conforme ranqueamentos internacionais, da TopUniversities, para ser mais exato, a USP é a melhor universidade latino-americana, e a 169º do mundo. Não que eu ache que esses rankings sirvam para muita coisa, mas nossa intelligentsia certamente se guia por ela – publicações, prazos, congressos, papérs, bolsas, tudo é feito em função do que os gringos dizem que é bom.
É de se questionar, portanto, onde não estaria a USP, não tivesse todos os incômodos causados por esses alunos que fazem protestos, greves, ocupam prédios.

  Bem... talvez estivesse fora do ranking das 200 melhores: dos nove cursos que aparecem entre os 200 melhores, nas diversas áreas, seis – filosofia, sociologia, história, lingüística, ciência política e geografia – são da FFLCH. E se esses alunos estavam fumando maconha e fazendo greve, é de se questionar, então, o que estavam fazendo os demais dos 198 programas de pós da USP.

 

Assistindo tevê, lendo Folha e Veja?

 
Surpresa? Não deveria ser. A ciência pura pode até existir (não vou entrar nesta questão), mas o cientista puro, certamente não. Não por acaso, quando a Science publicou reportagem sobre a ciência no Brasil, quem ganhou destaque não foi a Fapesp e seus quase 800 milhões de reais – que não mereceu uma mísera linha –, e sim um cientista que faz bastante alarde político – ainda que questão de política científica, mas com uma visão bem menos tacanha de ciência que Brito Cruz, ou demais coronéis da ciência paulista –, Miguel Nicolelis.

  Esta ocupação de prédios na USP poderia ser uma ótima oportunidade para esses pesquisadores fazerem uma auto-crítica (proposta ingênua, eu sei): ao invés de desqualificarem o outro, entrarem realmente no debate – não é obrigado a concordar com a atitude, contudo, é radicalmente diferente negar a política, exigindo logo a ordem e a autoridade –, e admitirem: pessoas, mesmo as diferentes, as chatas, as que usam vermelho, as que fedem, eventualmente podem ter mais assuntos e ser mais interessantes do que ratos e átomos.

Orgulho de que?

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Eu sou branco (no sentido etimológico da palavra), paulista e brasileiro. E não tenho nenhum orgulho de ser branco, nem paulista, nem brasileiro. Fosse eu negro da Paraíba teria tampouco nenhum orgulho de ser negro, nem da Paraíba. Tenho orgulho do que eu sou, e não da minha origem ou minha raça. Acho que uma das chaves para darmos fim ao preconceito é o fim do orgulho de ser negro, de ser branco, de ser de Pernambuco, ou do Rio, ou de São Paulo ou raio que o parta. Tenhamos orgulho de nós, de nossa personalidade, de nossas ações, de nossa ética.

O Deus Mercado

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Criancinha, filha de operador da bolsa de valores, rezando pro seu Deus – o Mercado – ajudar seu papis a ganhar mais uns milhões hoje.

Aposto que você já ouviu a algum jornalista, ou colunista de assuntos econômicos, dizer, em tom solene, algo do tipo:  “o Mercado não reagiu bem às declarações do presidente do Banco Central sobre a baixa de juros e desabou”, ou ainda que “o Mercado interpretou negativamente os últimos números econômicos divulgados essa semana, por isso seus números caíram cerca de X%”, levando com ele economia de países inteiros, quebrando fábricas e colocando milhões de pessoas nas ruas. A divinização do Mercado é uma coisa louca. Parece que, quando se refere a Ele, estamos nos referindo a uma entidade superior, dotadas de vontades próprias, de livre arbítrio. Seria, então, o Deus Mercado, que a tudo vê e a todos controla. E coitado daquele que ousar ir contra aquilo que o Ele decidir, será simplesmente esmagado pela Sua grande mão invisível.

Porra, mas será que ninguém percebe que “O Mercado”, como ser individual, não existe? Será que ninguém entendeu que não há uma pessoa que ocupa o cargo de Mercado, que não há alguém que responda por ele? O Mercado, pasmem senhores economistas, não é um Deus! Não é onipresente, não é de uma bondade inigualável, não de modo algum altruísta! O Mercado, caros amigos, é composto por gente como esse cara aqui. O Mercado é, na verdade, um monte de profissionais que tomam decisões de gostar ou não de alguma coisa apenas de acordo com seus interesses. Eles pensam apenas com o bolso, então, quando decidem não aprovar a decisão do COPOM de reduzir juros não é porque analisaram isso friamente e viram que para o país os juros mais altos seriam mais interessantes, é porque eles perceberam que aquilo não seria bom para seus dividendos, então esse pessoal que compõe o tal do Mercado, faz bico e fica de mal por que não vão poder mais ganhar 5 bilhões de reais esse ano, apenas 4 bilhões. Tadinhos.

O Mercado, não vive no mundo real, o Mercado não produz nada. O mercado do Sr. João, operador de maquinário da Ford lá no ABC paulista, não dá a mínima para o que o Mercado faz. Para o mercado dele, juro baixo é bom porque o crédito fica mais barato e as prestações da compra que ele pretendia fazer serão mais amenas. Da mesma forma que o mercado do Sr. Antônio, empresário bem sucedido, profissional liberal de longa data, que emprega mais de 100 pessoas na sua empresa, não quer juros altos, porque, para o mercado dele, isso implica em empréstimos para investimento na sua empresa mais caros, o que vai fazer com que ele cresça menos e empregue menos. Agora você não vê nenhum economista por aí se referindo ao mercado no qual esse pessoal aí faz parte. Eles não possuem voz para dizer ir à coluna da Miriam Leitão dizer que aprovaram a taxa de juros mais baixos. Não há reportagens de destaque no Jornal Nacional dizendo como o mercado reagiu às novidades. Então, às favas com o Mercado, porque a mim me interessa apenas o mercado!

 

O politicamente correto e a liberdade de expressão

As pessoas que se queixam dizendo que "tudo agora é politicamente incorreto" e se pretendem indignadas com essa "banalização" das queixas a respeito de preconceitos fazem algo que eu nem sei se se dão conta. Elas banalizam uma outra coisa, o tema da liberdade de expressão. De acordo com esse pessoal que repudia qualquer discurso sobre "politicamente incorreto", tudo é uma ameaça à liberdade de expressão, uma forma de censura. Alguns defendem, na verdade, o direito de continuar se comportando como sempre se comportaram: ofendendo, desrespeitando, ingnorando qualquer noção de dignidade, incentivando violências de todo tipo, etc. Mas para que eles mesmos possam posar diante das câmeras de TV ou figurar nas páginas de jornais e revistas como figuras "politicamente corretas" , eles defendem este discurso sob a o escudo da "liberdade de expressão".

Queixam-se da limitação da linguagem. Sinceramente, não vi nenhum bom humorista deixar de fazer humor porque não pode ofender da pior forma outras pessoas. E é nesse ponto que a gente percebe que essa insatisfação com o "politicamente correto" carrega em si outro pressuposto horroroso: o de que os movimentos sociais são inimigos das pessoas comuns e da sociedade. Como se eles fossem algozes que espreitam cada movimento, cada troca verbal, para poderem, na hora certa, denunciar alguém por racismo, homofobia ou xenofobia. Como se ele fossem implacáveis juízes que esperam ouvir qualquer palavra como "negão" ou "veado" para apedrejar publicamente a pessoa que a proferiu sem levar minimamente em conta o contexto em que foi dito. Isso é um equívoco que, no entanto, é transmitido como se fosse verdade por parte de jornalistas, artistas, etc.

Gays e heterossexuais podem usar palavras como "veado" ou "bicha" sem, no entanto, estar incitando à violência homofóbica. Também não me parece que haja um repúdio por parte de pessoas negras a palavras como "nego" ou "negão". A questão não são as palavras em si, mas o uso que cada um faz delas em diferentes contextos. O duro é ver que o discurso antipoliticamente-correto ganha não só adeptos entre conservadores direitistas, mas também entre progressistas. Em suma, eles parecem ter caído na conversa de que o politicamente correto é uma doutrina que proíbe a liberdade de expressão. Eu assisti esses dias uma entrevista da Gabriela Leite  (fundadora da Ong Davida, da Daspu, militante dos direitos profissionais das prostitutas, enfim, uma mulher com uma trajetória bem interessante): ela estava ao lado da atriz que levou a história de seu livro para os palcos e, no meio da conversa, talvez por conta do uso aberto que a Gabriela Leite faz da palavra puta, surgiu esse comentário "odeio o polticamente correto", "porque hoje em dia tudo é bullying, tudo é homofobia". Talvez faltem vozes que, publicamente, digam a pessoas sem preconceito como a Gabriela: não se preocupem, não são vocês que são o alvo das pessoas que lutam contra o preconceito, portanto, podem continuar usando palavras como puta, veado, entre outras que lhe convierem. Para as pessoas que não nutrem atitudes preconceituosas, que já estão muito além dessa baixaria promovida pelos Bolsonaros da vida, é óbvio que o discurso "politicamente correto" soa como antiquado. Mas é preciso que elas tenham, vou dizer assim, a humildade de reconhecer que nem todos estão no mesmo patamar que elas (infelizmente, neste caso). A maioria, me parece, está naquele grupo que, de forma hipócrita, se esconde sob a retórica da "liberdade de expressão", quando na verdade o que querem é dizer qualquer coisa (por mais criminosa que seja) sem ter de assumir a responsabilidade.

#RiR

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Rock in Rio é uma coisa doideira só. Durantes anos ele não foi nada “in Rio” já que se deu em Lisboa. Mas também por diversas vezes ele não é nada “Rock” já que não dá pra dizer que Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Sandy e Júnior e Britney Spears sejam expoentes desse estilo, ou mesmo de suas vertentes mais inusitadas. Então, é capaz de você ir a um Rock in Rio que acontecerá em Lisboa e cuja atração principal é um cantor de tango argentino radicado no Japão. Mais ou menos como se você comprasse um ingresso pra ver o Grande Prêmio Brasil de Formula 1 e descobrisse que na verdade o evento será um jogo de xadrez com monges tibetanos e a peleja se dará na Indonésia.

Depois reclamam que o Brasil é o país da piada pronta. Nem nome apropriado para eventos musicais conseguimos dar. Imagina então as outras loucuras que somos capazes de fazer... Agora, pensando bem, isso poderia servir para despistar nossos inimigos. Por exemplo: o projeto de um submarino nuclear instalado no porto de Santos poderia ser chamado de festival nacional de novelas que se passam na Amazônia.  O projeto de lançar um astronauta brasileiro à Lua seria chamado de Projeto de Preservação dos Mananciais do Espírito Santo e a importantíssima missão de ganhar a Copa do Mundo de Futebol de 2014 será chamada de Projeto Rubens Barrichello.

Num país que tem festas de Carnaval em novembro, isso não seria de se espantar. 

 

É Chico

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Não tem para o Chico. A delicadeza das composições, a voz que quase sai do tom e que nem é tão linda, mas que nem precisa ser. Letra. Chico Buarque é letra. E aí, ninguém consegue uma revanche. O desfile de estilos, das marchas ao blues, a simplicidade exata que consegue até ser rebuscada sem ser rococó, enfim, são canções, mercadoria que anda em falta no mercado fonográfico. 'Tipo Baião' é uma obra-prima. Se você conseguir isolar só a harmonia vai perceber que ninguém imaginaria cantar em alguns trechos: 'Meu coração que você sem pensar ora brinca de inflar, ora esmaga igual que nem fole de acordeão'. Tem como criticar? A malandragem de 'Se eu Soubesse' com a voz convidada de Thais Gulin, a tristeza de 'Sem Você 2', a alegria na gafieira de 'Sou Eu' cantada com Wilson Neves. Chico grava até a valsa 'Nina', linda, traz a nostalgia de qualquer cidade, mesmo ele falando de uma viagem a Moscou, de sua vodca e da própria canção. Nostalgia em forma de lembranças confusas em 'Barracafunda', com andamento típico do samba carioca que Chico sempre compôs com maestria. 'Sinhá' termina o novo disco, uma parceria com João Bosco, e aí entra um violão arrebatador para se juntar à escravidão da letra. Não podia ser melhor.

 

Tropa de Elite 2 no Oscar. Por que o Tropa de Elite 1 não foi?

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Cidade de Deus foi um bom filme, escolhido para disputar melhor filme estrangeiro. Perdeu mas fez bonito. Antes dele, Central do Brasil também perdeu mas também fez bonito. Quando Tropa de Elite fez o sucesso que fez, a comissão que escolhe quem vai disputar o Oscar preferiu um filme retratando os anos de chumbo pela ótica de uma criança. Sequer ficou entre os cinco finalistas.

Enquanto isso, Tropa de Elite era aclamado em vários paises. No ano passado nem é preciso lembrar a puxada de saco do então presidente; filme que sequer chegou a ficar entre os cinco finalistas. Agora escolhem Tropa de Elite II, que em comparação com o primeiro é um filme menor. Obviamente tem aquela estória de compensar o erro de não indicar o primeiro. Mas as deculpas dadas na época não se repetem agora. Por que? E se as desculpas na época serviram para o primeiro, por que um filme tão ou mais violento, no caso o Cidade de Deus, teve acolhida?

Por que esse pessoal insiste em achar que tudo precisa ter conteúdo social; tudo tem de passar pelo crivo da mensagem. Tropa de Elite I, olhando a coisa sob a ótica de um policial violento mas honesto; joga a culpa na classe média e alta, nos usuários de drogas e mostra traficantes como bandidos - que são - e não como antiherois. Vai ver foi por isso que a "comissão" e os intelectualoides fizeram beicinho.

Tropa de Elite II muda a dita mensagem colocando a culpa na sociedade, nos políticos e, é claro, na corrupta polícia de sempre. A considerar que na realidade o tráfico ainda não foi derrotado, apenas no filme, a mensagem ficou mais do gosto dos pensadores.

E no fim, todo mundo se esquece que cinema é antes de tudo entretenimento. Quanto mais filmes forem feitos com a qualidade e apuro como ocorreu com esse filme e com outros; mais a população poderá escolher espetáculos para assistir e sair um pouco da vida real. Quem pode negar que sempre desejou dar uns tabefes no maconheiro playboy que alimenta o tráfico como ocorre no T.E. 1 ou uma bela surra no político corrupto do T.E. 2. Na vida real não fazemos isso, mas de certo modo vai-se a forra na telona.

O resto é blá-blá-blá.

É que nem ficar de recuperação

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Escrever um texto sem inspiração é um saco. A gente pensa num assunto inventa uma frase de efeito, num verbo de impacto, tenta fazer um bem bolado que junte tudo, dando um ar genial a um monte de frases soltas. Uma forçada de barra chata que deixa o texto besta, artificial, cansativo. É que nem fazer compras no supermercado na primeira semana do mês, numa tarde de verão.  

(É a mesma coisa que acontece quando se escreve sobre um assunto que não se domina, escrevem-se mil palavras sem dizer nada, tudo genérico, opaco, um texto falso-parnasiano que vai do nada ao lugar nenhum).

Escrever sem inspiração é triste. É sem graça. É obrigação. Sai das pontas dos dedos, portanto, artificial, quando o natural seria sair da cabeça, ou, para os mais intensos, do peito.  É Alt + F4 sem salvar. É colocar álcool num carro à gasolina. É falar num celular sem sinal. É escrever sem ler, é repetição, é excesso de argumentação, é muita vírgula e pouca exclamação. Mais ou menos como essa digressão...  É pior até que palestra de motivação!

A jornalista Patrícia, calada, é uma Poeta

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 Desconsiderando qualquer inclinação política que eu ou as 3,49 pessoas que lêem isso aqui possamos ter, foi quase vergonha alheia ver a entrevista da presidente Dilma Roussef à Patrícia Poeta, no domingo passado, no Fantástico. Não pela presidente, que é – independente de preferir X ou Y – competentíssima economista formada numa das melhores universidades do país, mas pela tal da Patrícia Poeta... 

Que a emissora carioca não nutre os maiores amores pela presidente é óbvio e ululante, mas custava escalar alguém melhorzinho pra bater de frente com uma senhora que já enfrentou tortura física e mental de militares raivosos? Eu nem vou me ater à parte da entrevista cujas perguntas devem ter sido elaboradas pela Ana Maria Braga (Cansei), mas à parte política mesmo.

Foi como se tivessem colocado num ring o Anderson Silva pra lutar.... comigo! ¬¬ Não quero entrar nos méritos profissionais da jornalista, que devem ter sido muito bem averiguados pelo diretor da Globo do qual ela é esposa, mas foi um show de vergonha alheia aquilo.  Custava colocar alguém mais familiarizado com a política brasileira, com mais experiência no assunto? Porra, não é todo dia que se consegue entrevistar o chefe de governo do país, podiam pelo menos não jogar a oportunidade na privada e apertar a descarga por 10minutos seguidos.

 É por essas e outras que a Record tem cada vez mais audência...

Imagem bônus pra vocês, porque hoje é sexta-feira:

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